top of page
Consciencialização do nosso ser
Aceitação do desafio
Nutrir o corpo e a alma
Crescimento pessoal
Respeito pelo corpo, a mente e a alma
Observação de hábitos e decisões 
Valorizar o que temos
Idealizar a mudança que queremos para nós
Dedicarmo-nos ao que nos traz paz 
Amar incondicionalmente a vida

Sofia Caessa

Sobre 

Sobre 

Amo-te Cancro, Amo-te Vida

Nunca me imaginei a escrever sobre mim, sobre a minha história e sobre a minha experiência de vida. E nunca me imaginei a escrever sobre cancro. Nunca. 

Porém, aqui estou eu… A escrever sobre mim. Sobre cancro e sobre os muitos desafios que a vida me tem lançado.

Porquê Amo-te Cancro, Amo-te Vida?

Acredito que nós seres humanos somos mais fortes do que imaginamos, ultrapassamos barreiras e obstáculos, encontramos força inimaginável para proteger um filho e somos a prova diária de que existem milagres… Porque no fim de tudo, não são os obstáculos, como o cancro, que nos definem a nós e à nossa vida. Perante a maravilha de sermos quem somos, de respirarmos todos os dias, o cancro é só um cancro. Todos os dias há infinitas possibilidades de situações, gestos, atos, momentos maravilhosos acontecerem. Num só dia.

 

A minha primeira prova foi logo à nascença- vim ao mundo com um defeito cardíaco chamado Transposição dos Grandes Vasos. Superei as expectativas médicas que acreditavam que eu poderia viver até aos 25 anos. Nos últimos quatro anos superei um novo obstáculo, o desafio chamado Cancro. Quando pensava que poderia recomeçar a minha vida, com a saúde frágil que tenho, o meu filho de sete anos foi diagnosticado com Leucemia. Acordo todos os dias com uma alegria enorme de estar viva, de poder saborear todos os momentos gloriosos que a vida nos dá. Aceito incondicionalmente a minha mortalidade e já fiz as pazes com a realidade e a aceitação de que o meu filho poderá não fazer parte da minha vida. Todos os dias agradeço as pequenas e grandes bênçãos e perdoo-me pelos momentos mais desgastantes, aqueles momentos que me sugam a esperança da alma, que me fazem desacreditar da minha fé e da minha força interior.  

 

Enquanto escrevo estas palavras, o meu coração encontra-se em insuficiência cardíaca, continuo a ser tratada para o cancro, acompanho a cem por cento o meu filho, cuido do meu outro filho, sou mãe solteira e estamos no meio de uma pandemia mundial.

 

Como mantenho esta força e esperança? Encaro todos os “momentos maus” como bênçãos disfarçadas que nos oferecem a possibilidade de aprendermos e crescermos. Acredito que todos os “maus momentos” acontecem para um bem maior. Alguns desses momentos acontecem e logo nos apercebemos qual é a bênção, outros demoram mais tempo a revelarem-se. Mas o importante é acreditar e aceitar estes “maus momentos” como bênçãos. 

 

Na altura do primeiro cancro quis associar a palavra cancro, que é uma palavra feia e tão sussurrada pela sociedade, a algo positivo. Compus o seguinte acrónimo:

 

Consciencialização do nosso ser

Aceitação do desafio

Nutrir o corpo e a alma

Crescimento pessoal

Respeito pelo corpo, a mente e a alma

Observação de hábitos e decisões 

 

Passados quatro anos, mesmo depois de uma recidiva e o diagnóstico de cancro do meu filho, continuo a acreditar firmemente neste acrónimo. E acredito que isso se aplica à nossa vida em geral, para pessoas com cancro, com doenças auto-imunes, com doenças de saúde mental, para pessoas saudáveis, para todos nós seres humanos a quem nos foi oferecida a dádiva da vida. 

 

Esta partilha já não é uma partilha só sobre lidar com o cancro, mas sim como aceitar e lidar com os obstáculos que a vida nos dá e, sobretudo, sobre a gratidão pela vida. 

© 2020 por Sofia Caessa. Orgulhosamente criado com Wix.com

bottom of page